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Edição 21 - Jan/Fev 2012

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Brasil Divino


Vinho na Veia


Adriano Miolo conta em detalhes como sua família transformou um lote de parreiras em Bento Gonçalves na maior e mais lucrativa vinícola do Brasil.


por Carolina Botelho

Adriano Miolo é enólogo e uma das cabeças no comando do Miolo Wine Group

São 113 anos de história. Giuseppe Miolo saiu de Piombino Dese, em Vêneto, na Itália, no fim do século 19, em busca de boas oportunidades de trabalho no Brasil, como diversos compatriotas também fizeram. Instalado em Bento Gonçalves, começou a escrever a história da família Miolo no mundo dos vinhos ao comprar um pequeno lote de terras e plantar as primeiras parreiras vitiviníferas. Ao longo dos anos e das crises pelas quais o Brasil passou, a Miolo só tinha um objetivo: crescer, produzir bons vinhos finos e conceituar a produção nacional mundo afora. E conseguiu. Conversamos com Adriano Miolo, enólogo da Vinícola Miolo e uma das cabeças que comandam o Miolo Wine Group, que compreende as empresas Vinícola Miolo, Vinícola Lovara, RAR, Fortaleza do Seival Vineyards, Vinícola Almadén, Vinícola Ouro Verde, Los Nevados, Costa Pacífico e Osborne.

Como foi o começo da história da família Miolo, em 1897?

Sabemos apenas que as dificuldades foram muitas e que, entre os milhares de imigrantes italianos que vieram ao País em busca de melhores oportunidades, estava Giuseppe Miolo, um jovem que já tinha nas veias a paixão pela uva e pelo vinho.

O vinho top de linha da Miolo, o Lote 43, é uma referência a essa época?

Ao chegar ao Brasil, Giuseppe foi para Bento Gonçalves, município recém-formado por imigrantes italianos e entregou suas economias em troca de um pedaço de terra no Vale dos Vinhedos, chamado Lote 43. Em homenagem a ele, elaboramos o nosso vinho ícone, Lote 43, com as variedades Cabernet Sauvignon e Merlot. Ele é feito somente em safras de excepcional qualidade, com uvas selecionadas e envelhecidas em barricas de carvalho por, no mínimo, um ano e, na garrafa, por dois anos.

Como você vê o desenvolvimento da indústria vitivinícola no Brasil?
É um setor que se desenvolveu muito e em pouquíssimo tempo, principalmente quando falamos de vinhos de qualidade. Sabemos que temos muito ainda para desenvolver, mas sou muito otimista nesse quesito. Tenho convicção de que os vinhos brasileiros irão ganhar mais espaço e que serão cada vez mais valorizados no Brasil e no exterior.

 

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