A vez do hambúrguer
Depois de saborear a entrada no balcão, sentamo-nos à mesa para comer o hambúrguer com queijo cheddar. "A carne é bem marcante nesse sanduíche, já que a composição do hambúrguer é de 15% gordura e 85% carne de boi temperada com sal, basicamente", comentou Benny. "O queijo é discreto e a carne sobressai bastante", disse Marcel ao provar o prato.
Os vinhos brancos foram testados, mas as harmonizações não foram boas. "O rosé também morreu. Só se sente água e acidez. O álcool e o forte sabor da carne suculenta também sobram", avaliou Gustavo.
Quanto aos tintos, os dois Pinot Noir também não agradaram. "A gordura da carne pede tanino, já que o queijo é discreto", explicou Daniela. Então, partimos para degustar o sanduíche com o Zinfandel. "A carne é a estrela e passa por cima do vinho, que, teoricamente, deveria ser uma boa opção", comentou Gustavo. "Não seduziu", sentenciou a sommelière do 210 Diner.
O último vinho proposto para esse Casamento Perfeito foi o Pisano RPF Petit Verdot 2007. "Essa uva é usada no corte bordalês e, no Uruguai, vai tão bem quanto a Tannat. Esse rótulo tem corpo e adstringência", defendeu Daniela. "Sinto fruta negra, pimenta e um toque balsâmico", disse Marcel, que elogiou a harmonização: "Os aromas do sanduíche e do vinho estão equilibrados, assim como o suco da carne e a textura do vinho combinaram, trazendo-nos um ótimo resultado". "A persistência é enorme. Ficou bom", disse Daniela. Para finalizar, Daniela Bravin propôs provarmos o hambúrguer com queijo cheddar com uma cerveja: "O vinho pode ficar pesado para algumas ocasiões, como almoços e dias quentes. A cerveja pode trazer certa leveza. Mas recomendo degustar o sanduíche acompanhado de uma que seja amarga, como a Heineken".
Vinhos sugeridos Daniela Bravin Manoel Beato e Marcel Miwa |