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Sombra

Edição 12 - Julho /Agosto 2010

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Aromas & Sabores

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Confraria diVino

Pomerol, um pequeno gigante


Nossos confrades degustaram dez rótulos dos principais Châteaux dessa pequena sub-região vinícola de Bordeaux. Um verdadeiro deleite.


por Marcel Miwa

José Henrique Vieira

Aproveitando o embalo da imensa repercussão da safra 2009 em Bordeaux, nesta edição a Confraria diVino reuniu-se para degustar os principais Châteaux de Pomerol. A menor das sub-regiões vinícolas de Bordeaux conta com pouco menos de 800 hectares de vinhedos (em outras regiões vinícolas do mundo, isso corresponde facilmente à área pertencente a apenas um produtor), divididos em aproximadamente 150 produtores. Apesar da extensão diminuta, Pomerol consegue agrupar o maior número de "estrelas" por hectare de toda Bordeaux. Isso sem contar com nenhum tipo de classificação por produtor, algo comum e em que se baseia grande parte da fama dos vinhos da região de Bordeaux.
Quando pensamos nessas microrregiões, é comum vir à mente a questão: quais as diferenças entre um vinhedo localizado "aqui" e outro a apenas algumas centenas de metros adiante? É claro que existem questões de "terroir", como em Pomerol, onde o platô que ocupa 25% de seu território a nordeste é tido como o grande marco da tipicidade da região (vale dizer que é onde está localizado o mítico Château Pétrus) e se caracteriza por ter uma exposição solar privilegiada, solo coberto de cascalho e subsolo com camadas de solo argilocalcário e argiloferroso (conhecido como crasse de fer), este último particularmente superficial no subsolo de Pétrus. A maior concentração de argila denota o grande potencial para cultivo da Merlot (ainda mais presente que na vizinha St-Émilion), que costuma dominar os assemblages e, algumas vezes, está presente na totalidade do vinho.
Não se pode esquecer, no entanto, que o arquétipo da tipicidade dos vinhos de Bordeaux se apoia no conceito de Château, mais que no terroir, e o estilo de cada vinho costuma estar diretamente conectado à filosofia do produtor. E, em Pomerol, é possível fazer a ilustração de duas "escolas" mundialmente conhecidas e bem reputadas: de um lado a da família Moueix, que busca frescor e equilíbrio, praticando as primeiras colheitas da região em suas propriedades La Fleur-Pétrus, Trotanoy e Pétrus entre outras; de outro, a escola de Michel Rolland, que impõe seu estilo aos Châteaux Le Gay, Le Bon Pasteur, Certan de May, Clinet, L'Evangile e outros, que pratica colheitas tardias e utiliza largamente barricas novas nas vinificações.

 

 

 

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