Denominação de Origem Na sub-região de Côte de Nuits e vizinha ao norte da conhecida e respeitada Gevrey- Chambertin, está localizada a microrregião Fixin, uma das mais antigas vilas ao longo da Côte d'Or, formada pela Côte de Nuits (ao norte) e pela Côte de Beaune (ao sul). Situada 13 km ao sul de Dijon, Fixin foi criada oficialmente em 1936 e, até 1987, quando foi criada a denominação de Marsannay, era a denominação mais setentrional da Côte d'Or. Com produção totalmente dedicada a vinhos sob as denominações Village e Premier Cru, os vinhos de Fixin são, em grande parte, assim como em toda a Borgonha, tintos provenientes da delicada Pinot Noir. Contudo existem algumas parcelas de uva brancas, principalmente de Chardonnay. O clima é o típico continental, com pouca influência do Atlântico, com verões quentes e invernos frios e secos, além de uma alta variabilidade de temperatura: de dia, as elevadas temperaturas garantem o acúmulo de açúcar, e a queda na temperatura durante a noite preserva os ácidos naturais. São quase 100 hectares de área produtiva, 92 dos quais de uvas para vinhos tintos (17 destinados à produção de Premier Cru) e 4 à de de brancos, dos quais 0,5 é Premier Cru. Os vinhedos com essa qualificação superior apresentam solos com maior profundidade e porosidade, com maior presença de argila marrom. Curiosamente, muitos dos Premier Cru de Fixin são Monopole, indicativo de que pertencem a apenas um proprietário, como Clos de la Perrière e Clos du Chapitre. Além da posição setentrional da região, Fixin se caracteriza pelos suaves declives no terreno no sentido leste e sudeste, permitindo ótima exposição solar. Com relação ao volume, são 3.800 hectolitros de tintos e 160 de brancos. No que se refere às características dos vinhos dessa pequena porção da Borgonha, Fixin produz tintos que se destacam pela potência, de visual vermelho profundo, com notas florais de violeta e de peônia, aromas frutados de groselha e cereja, além de toques de pimenta. Quando jovens, os tintos de Fixin são tânicos e, com a evolução, adquirem textura delicada. A região tem uma peculiar relação com o Imperador Napoleão Bonaparte: o Museu Noisot foi fundado por Claude Noisot, oficial da guarda imperial napoleônica, e é dedicado exclusivamente ao imperador francês. Para homenageá-lo, Claude rebatizou sua vinícola de Clos Napoléon. |