Fundada pelo casal Giacomo e Gabriella Rallo, a Donnafugata é uma das vinícolas mais expressivas da Itália, reconhecida não só pela qualidade de seus vinhos como também pela capacidade de misturar, com louvor, conceitos como inovação e tradição, tecnologia e arte. Giacomo é representante da quarta geração de vinicultores da família Rallo, uma das grandes produtoras dos populares Marsala. Em 1983, depois de uma partilha de bens da família, transformou a antiga e enorme vinícola erguida em 1851 e criou sua própria marca. Sua idéia era construir uma empresa que valorizasse a identidade territorial e utilizasse o que houvesse de melhor em tecnologia.
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José e Vincenzo em show do projeto Music & Wine |
Em poucos anos, alcançou seu objetivo e, com a ajuda dos filhos, José e Antonio, viu a empresa crescer. Trocaram os fortificados Marsala por tintos e brancos secos; imensos tanques deram lugar a pequenas barricas; aos métodos tradicionais foram se incorporando tecnologias como fermentação com temperatura controlada, uso de tanques de aço inoxidável e aproveitamento da energia solar; as garrafas ganharam lindos rótulos; os vinhedos se encheram de música; e conceitos como responsabilidade social passaram a ressoar pela produção. "O desenvolvimento das comunicações e dos meios de transporte permite que estejamos presentes em mais de 50 países. Ao mesmo tempo, acreditamos que nossa força esteja na valorização do nosso território e de suas extraordinárias peculiaridades vinícolas e culturais", diz José Rallo, filha do casal e responsável pelo marketing e pelo sistema de qualidade da empresa.
José é também a voz de Donnafugata, literalmente. Ao lado do marido, o músico percursionista Vincenzo Favara, e do grupo que leva o nome da empresa, já se apresentou em templos do jazz mundial, como o Blue Note, de Nova York, e o Four Seasons, de Xangai. "Acredito profundamente que cada vinho tenha sua própria música", diz José, que propõe degustações musicais em bares e no site da vinícola (www.donnafugata.it). "Tento encontrar a harmonia entre as notas musicais e as notas de degustação." Para o Ben Ryé Passito di Pantelleria, "um vinho rico em cores, sensualidade e paixão", José propõe "Branquinha", de Caetano Veloso, ou "Meditação", de Tom Jobim.