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Sombra

Edição 21 - Jan/Fev 2012

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Harmonização


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Vinho é como cinema: conta histórias, encanta e emociona


Os filmes e os vinhos do novo mundo



Fotos: Divulgação
Fotos: Divulgação

"Um dos filmes que mais me marcaram foi A Festa de Babette. A história, como já é bastante conhecida, conta a paixão de uma francesa pela gastronomia. Com sacrifício, doação e amor, ela ofereceu uma experiência única a pessoas que não conheciam o prazer da comida e da bebida. A eloquência de detalhes e sabores, num banquete cuidadosamente preparado, transformou a vida daquelas pessoas. O vinho Beaune 1er Cru Les Chouacheux, do produtor da Borgonha Philippe Pacalet, remete-me ao ambiente desse emocionante filme, pois, assim como o jantar preparado por Babette, esse vinho é elaborado com primor e maestria, despertando em nossa alma o prazer e a alegria sem culpa."

Maurizio Remmert
Empresário e chef

"Mondovino, do americano Jonathan Nossiter, é um filme que faz pensar duas vezes antes de consumir um vinho de Bordeaux, da Toscana ou um californiano. Nossiter mostra as dinastias e as cifras bilionárias da indústria vinícola. E denuncia as manipulações que ocorrem para prestigiar safras e regiões produtoras, o lastro fascista no pensamento dessas tradicionais famílias do cultivo de uvas e o poder monopolista por trás de um novo império americano regado a vinho. A globalização da bebida tem um poder devastador, adaptando safras tradicionais a gostos duvidosos. O filme é imperdível. Como vinho a consumir, fica a sugestão de fugir dos rótulos muito evidentes no roteiro do filme e arriscar mais. Por exemplo, nos portugueses. Em um bom e barato como o Quinta do Cachão, da região do Douro."

Leon Cakoff
Jornalista e criador da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo

 

 

 

 

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