![]() |
| A sede da vinícola Villa Francioni tem arquitetura rústica e colonial |
Muitos conhecem a cidade de São Joaquim graças à fama de ser considerada a mais gelada do Brasil. Porém poucos sabem que ela está encravada no topo de um dos mais novos terroirs premium do País, responsável por produzir os chamados "Vinhos de Altitude de Santa Catarina". A região serrana, distante quatro horas da capital, Florianópolis, logo convenceu um visionário a iniciar um dos projetos mais ousados da vitivinicultura nacional, a construção da vinícola-butique Villa Francioni.
A história da charmosa produtora de vinhos começa meio por acaso, em 1999, quando o empreendedor Manoel Dilor, dono de uma das mais importantes fábricas de cerâmica do País, se apaixona pela serra catarinense e decide investir em algo prazeroso para desfrutar durante sua futura aposentadoria. Na época, algumas pesquisas pioneiras demonstravam que o terroir local seria propício para o plantio de variedades vitiviníferas. Não havia, contudo, resultados práticos que pudessem justificar investimentos de milhões de reais em uma vinícola.
Mas Dilor - conhecido por seu espírito realizador e imprevisível - logo comprou 800 hectares na cidade de Bom Retiro e mais 300 em São Joaquim, viajou por diversas regiões produtoras de vinhos no mundo, elegeu clones franceses e italianos e começou a plantar uvas finas em uma terra isolada e sem tradição. Ao mesmo tempo em que desenvolvia sua paixão por vinhos, projetava construções inacreditáveis para a sede da fazenda. Em apenas dois anos, ergueu uma vinícola fabulosa, moderna em equipamentos e infraestrutura, mas rústica e colonial na arquitetura e na decoração.