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Seis categorias de vinhos foram avaliadas pelos jurados durante o evento |
O batalhão de jovens aprendizes da enologia nacional entra no salão do Parque de Eventos de Bento Gonçalves para servir os melhores vinhos brasileiros da safra 2009 às mais de 750 pessoas presentes. Em um movimento sincronizado, eles carregam as garrafas que guardam os mais recentes exemplares da vinicultura brasileira e enchem as taças dos espectadores. É neste momento que começa o show da degustação. Um verdadeiro mar de giros e suspiros para descobrir as nuances dos vinhos.
A Avaliação Nacional de Vinhos promovida pela ABE (Associação Brasileira de Enologia) é assim: um espetáculo da prova de vinhos brasileiros. Em sua 17ª edição, esse é um dos momentos mais esperados pela indústria da uva e do vinho e serve de prévia do que os consumidores ao redor do mundo degustarão em poucos meses, além de contribuir para que as empresas envolvidas definam estratégias para melhorar a produção e potencializar as vendas dos produtos.
A avaliação começa pelo menos dois meses antes do dia do evento, com o envio de amostras da produção nacional ao Laboratório de Análise Sensorial da Embrapa Uva e Vinho, localizado na Serra Gaúcha. Neste ano, foram inscritas 308 amostras, de 70 empresas vinícolas dos Estados do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina, do Paraná, da Bahia, de Pernambuco e de São Paulo, nas seguintes categorias: branco fino seco não aromático (53 amostras), branco fino seco aromático (17 amostras), rosé seco (15 amostras), tinto fino seco (149 amostras), tinto fino seco jovem (17 amostras) e vinho base para espumantes (57 amostras). No laboratório, uma equipe de 81 enólogos degusta às cegas os exemplares e os classifica em um ranking. Das 308, são selecionadas 16 para serem degustadas e comentadas por um painel de especialistas - como o Master of Wine brasileiro Dirceu Vianna Júnior, Peter Hayes, vice-presidente da OIV (International Organisation of Vine and Wine), Alein Bertrand, doutor em enologia da França e o sommelier Tiago Locattelli - durante a Avaliação Nacional de Vinhos.
De acordo com o presidente da ABE, o enólogo Carlos Abarzúa, a qualidade geral dos vinhos avaliados foi boa, com uma média de 87 pontos - em uma escala de 0 a 100 - e o destaque desta edição foram as amostras das variedades brancas. "O clima favoreceu o cultivo das uvas brancas e fez com que sobressaíssem às tintas, que sofreram com o excesso de chuva", explica.
Outro aspecto a ser considerado é a diversidade de cepas dos 30 vinhos mais representativos da safra: 10 variedades tintas - Ancellotta, Tannat, Pinot Noir, Merlot, Cabernet Sauvignon, Marselan, Cabernet Franc, Malbec, Tempranillo e Teroldego -, nove brancas - Chardonnay, Riesling Itálico, Riesling Renano, Moscato, Sauvignon Blanc, Trebiano, Viognier, Pinot Grigio, Prosecco - e uma rosé, a Moscato Hamburgo.